Comprar a caixa de vez: o que um pagamento único compra realmente

Uma licença perpétua para um estabelecimento, o que inclui, o que deixa de fora de propósito, o mês em que a conta se inverte, e as três tarefas que assume no dia em que deixa de alugar o seu software.

Ilustração de uma caixa, uma chave de licença e um calendário sem data de renovação

Quase todo o software de restaurante é alugado. Paga todos os meses, e no mês em que deixa de pagar a caixa deixa de funcionar — não porque algo se partiu, mas porque o software nunca esteve do seu lado do cabo.

A Edição Local é o outro acordo. Paga uma vez, o software instala-se num computador do seu estabelecimento, e continua a funcionar quer nós ainda cá estejamos quer não. Este artigo é sobre o que essa frase inclui, e sobre o que deixa de fora muito de propósito.

O que o pagamento único compra

Uma licença perpétua para um estabelecimento. Comprada uma vez a partir da sua conta GoSufra, ligada a uma máquina, sem data de renovação e sem validade. Em concreto:

  • O painel, o POS, o ecrã de cozinha e a app do empregado — os quatro servidos pelo mesmo PC Windows através da sua própria WiFi.
  • Uma base PostgreSQL no seu próprio disco, com as vendas, as receitas, os custos, o pessoal e os clientes.
  • Uma cópia de segurança noturna às três da manhã, escrita numa pasta dessa máquina.
  • O instalador, que pode voltar a executar em hardware novo se a máquina for substituída.

Sem custo por utilizador, sem contagem de lugares, sem um nível «premium» a reter um módulo. Um restaurante com onze funcionários paga o mesmo que um com três.

O que não compra, de propósito

Esta é a metade que quase todas as páginas de «pagamento único» omitem, e é a metade que decide se estará contente daqui a seis meses.

O pedido online, a app de cliente e a app de estafeta não estão incluídos. Não como um extra a vender-lhe — é que não podem funcionar. Esses três precisam de um endereço na internet pública que o telemóvel de um cliente alcance a partir da rua, e um PC atrás do router de uma loja não tem nenhum. Se as pessoas lhe pedem online, o que quer é a plataforma alojada, e esta página não é para si.

Um segundo estabelecimento é uma segunda licença, e os dois não se veem. Duas máquinas em dois edifícios sem um servidor pelo meio são duas ilhas independentes: sem stock partilhado, sem pessoal a circular, sem relatório consolidado à segunda-feira. Essa lacuna é real e não é uma configuração que lhe tenha escapado.

Nós não guardamos uma cópia dos seus dados. É esse o sentido do acordo, e é também o seu risco: se o disco morrer e ninguém tiver copiado a pasta de cópias para uma pen, os dados foram-se. Ninguém pode restaurar o que ninguém tem.

A conta, honestamente

A comparação que se espera é «preço da licença ÷ preço mensal = meses até compensar». A forma está certa e os dados errados, porque os dois produtos não são o mesmo produto.

Faça-a com aquilo que iria realmente usar:

Alugar ao mêsComprar uma vez
Ano umDoze pagamentosUm pagamento
Ano doisMais dozeNada
Hardware novoNadaO seu próprio PC, quando morrer
Pedidos onlineIncluídosNão disponíveis
Dois estabelecimentosUma contaDuas licenças, duas ilhas

Para um estabelecimento único que vende ao balcão e não recebe pedidos online, os totais cruzam-se normalmente algures no segundo ano. Antes desse ponto não está a comprar poupança — está a comprar certeza: um custo fixo, uma máquina que controla, e nenhum fornecedor capaz de mudar o preço ou de o desligar.

Se recebe pedidos online, ou espera um segundo estabelecimento dentro de um ano, a conta nunca lá chega, porque metade do produto com que compararia não está em cima da mesa.

As três tarefas que assume

Ser dono do software significa ser dono do trabalho operacional que uma plataforma alojada faz por si em silêncio. São três, e são todas pequenas até ao dia em que não são.

1. A máquina. Um PC Windows — normalmente o do caixa — é agora um servidor. Deve ser a máquina que fica ligada, não o portátil que alguém leva para casa. Dê-lhe um endereço reservado no router, ou o marcador que cada tablet guardou deixa de funcionar no primeiro reinício do router.

2. A cópia de segurança. Uma cópia escrita todas as noites no mesmo disco que tem a base protege-o de um erro, não de um SSD morto. Copie a pasta de cópias para um disco USB como parte do fecho. São menos de quarenta ficheiros — todas as noites durante uma semana, semanal durante um mês, mensal durante um ano — e demora menos do que contar a gaveta.

3. Decidir quando atualizar. Nada se atualiza sozinho. Uma versão nova chega como um instalador novo, e executa-o quando quiser — o que significa que também escolhe não o executar, e uma versão deixada dois anos é uma versão que ninguém está a testar contra os seus dados. Atualize entre serviços, nunca antes de um.

Para quem é isto realmente

Compre uma vez se: tem um único estabelecimento, o dinheiro faz-se ao balcão, a sua internet é pouco fiável ou cara, e prefere ter um ativo fixo a arrastar uma linha mensal.

Alugue ao mês se: recebe pedidos online, tem mais do que um estabelecimento ou conta com isso, quer uma app para os seus clientes, ou prefere que o problema das cópias seja de outra pessoa.

E se comprar local e depois lhe ficar pequeno, não é uma decisão perdida. A versão local e a plataforma alojada partilham um mesmo esquema de base de dados e identificam cada registo por um GUID, que é o que permite exportar um estabelecimento inteiro da máquina e importá-lo numa conta na nuvem como uma das suas filiais — sem que duas bases independentes colidam no mesmo id. A porta fica aberta nos dois sentidos.

Faça tudo isto a partir de um único sistema

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